terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O TANTRA DENOMINADO A ORIGEM DE TODOS OS RITOS DE TARA, MÃE DE TODOS OS TATHAGATAS


O TANTRA DENOMINADO A ORIGEM DE TODOS OS RITOS DE TARA, MÃE DE TODOS OS TATHAGATAS

Homenagens a Arya-Manjusri!
Assim ouvi uma vez. O Senhor residia no reino de Tusita. Incontáveis Bodhisattvas como Maitreya e Manjusri, e incontáveis [deidades] como Kurukulla e Parna-sábari, e como Brahma e Sakra, segurando incontáveis flores celestiais, como as celestiais flores do lótus do Kumida e do mandarava, incontáveis instrumentos musicais celestiais, como conchas, vinas, tambores, mrdangas e sürpavinas, e incontáveis celestiais parassóis, estandartes e bandeiras, circum-ambulavam o Senhor no sentido horário, fazendo oferendas com nuvens de oferendas de todos os tipos de oferendas.

Então, o Senhor concentrou-se na concentração denominada Adamantina, destruidora de forças hostis. Imediatamente a terra tremeu, o círculo dos Maras foi vencido, e Ele emanou um grande brilho de luz. Foi assim: Ele emanou todos os tipos de luz – branca, vermelha, amarela, verde, azul e mista –, que purificaram tudo o que possuía sofrimento, e Tara, Mãe de todos os Buddhas, desceu sobre a coroa de Kurukula. Imediatamente, choveram enormes quantidades de oferendas. Aquela deusa tornou-se, então, como o disco do sol sem nuvens.

Ela foi, então, louvada com estes versos de louvor:
Em todo o reino, completamente purificadas,
Muitas preciosas flores descem, como a chuva.
Mãe produtora dos Buddhas dos três tempos,
Mãe Tara! A Ti homenagens e louvores!

Então, o Bodhisattva Manjusri, o Jovem, drapejou a parte superior de suas vestes sobre um ombro e, ajoelhando-se sobre o joelho direito, perguntou ao Senhor: “Senhor, todos os Buddhas dos três tempos são profundos. Como, então, Ela os produz? Como é Ela sua Mãe?” E o Senhor disse: “Isto é verdade, Manjusri. Mas todos os Buddhas dos três tempos são também improduzidos e incessantes, não maculados e não imaculados, sem decréscimo ou acréscimo, e [estão], por natureza, no Nirvana. Por esta razão: esta é a natureza de todos os dharmas.” O Bodhisattva Manjusri, o Jovem, disse: “Senhor, como são produzidos os Buddhas dos três tempos, os quais são improduzidos e incessantes, não maculados e não imaculados, sem decréscimo ou acréscimo, e [estão], por natureza, no Nirvana?

E o Senhor disse: “Portanto, Manjusri, com a compreensão da ipseidade dos dharmas, deve-se meditar sobre Ela; deve-se recitar esta prática dharani com seriedade, compreender Suas qualidades e fazer oferendas a Ela. Deve-se receber instruções e não ter dúvidas. Deve-se agir com seriedade do que se faz, lembrar Seus louvores e praticar os ritos com severidade.” Com estas palavras Ele ensinou ao Bodhisattva Manjusri, o Jovem.

Então o Bodhisattva Manjusri, o Jovem, perguntou ao Senhor:
“Como, Senhor, deve-se meditar sobre Ela? Como se deve praticá-La com seriedade?” E o Senhor disse: “Manjusri, deve-se direcionar a mente da seguinte forma: todos os dharmas, Manjusri, são improduzidos; todos os dharmas são incessantes; todos os dharmas são imaculados; todos os dharmas estão no Nirvana, e são puros por natureza – assim se deve meditar.
Portanto, Manjusri, deve-se dizer este mantra:

OM SVABHÂVA-VISUDDHÃH SARVA-DHARMÃH SVABHÃVA-VISUDDHO ‘HAM. ‘
(Os dharmas OM Todos são puros por natureza, Eu sou puro por natureza.)

E o Senhor também disse: “Deve-se cultivar a Bondade-amorosa, considerando aqueles que nasceram de um ventre, aqueles que nasceram de um ovo, aqueles que nasceram do calor-úmido e aqueles que nasceram miraculosamente. Deve-se gerar a Grande Compaixão com relação ao nascimento, ao envelhecimento, à doença e à morte. Deve-se cultivar a Alegria e a Equanimidade com relação à Vacuidade, à Singularidade e à Falta de Desejo, e ao naturalmente incondicionado. Portanto, Manjusri, os Quatro Incomensuráveis são a causa, a Bodhicitta é seu produto. Portanto, deve-se trazê-las no coração com seriedade.

‘Portanto, Manjusri, deve-se dizer este mantra:
OM BODHICITTA-UTPÃDAYA AHAM.
(OM Que eu possa gerar a Bodhicitta!)

E novamente o Senhor falou, dizendo: “Deve-se fazer uma oferenda com as seguintes oferendas:

2 ‘Magicamente criada por todos
Os Buddhas que residem nos mundos das dez direções,
Todos os tipos de incenso, em pó ou em pedaços,
Ofereceremos à Mãe, Produtora dos Conquistadores.
3 ‘Buddha-locanã, elevada Mãe de todos
Os Tathagatas que residem nos mundos das dez direções!
Todos os tipos de flores, sós ou em guirlandas,
Ofereceremos à Mãe, Produtora dos Conquistadores?
4 ‘Jóia Suprema, Mãe de todos
Os Tathagatas que residem nos mundos das dez direções!
Todos os tipos de jóias preciosas, lâmpadas e guirlandas
Ofereceremos à Mãe, Produtora dos Conquistadores.
5 ‘Pãdara-vãsini, elevada Mãe de todos
Os Tathagatas que residem nos mundos das dez direções!
Água pura, de doce aroma, e rios de perfume
Ofereceremos à Mãe, Produtora dos Conquistadores.
6 ‘Elevada Mãe com Ações Divinas de todos
Os Tathagatas que residem nos mundos das dez direções!
Provisões, como alimentos sólidos e macios
Ofereceremos à Mãe, Produtora dos Conquistadores.
7 ‘Que canções e os sons de instrumentos musicais,
Inclusive de címbalos, aliviem todo sofrimento.
E parassóis, estandartes, flâmulas, bandeiras e sombrinhas
Reúnam-se como nuvens de todas as dez direções!
8 ‘Que ramos folhudos e fragrantes de árvores que realizam desejos,
Árvores floridas, e outras, reúnam-se
de todas as dez direções!
9 ‘Que a chuva com fragrância perfumada,
a chuva com aromas agradáveis
de grãos e de flores e de tudo o mais
desça definitivamente!
10 ‘Com riachos correntes e piscinas
e fontes e lagos e tanques,
Lagos de cem sabores,
gansos e outras aves,
11 ‘Uma mansão de jóias, ornada com belas pérolas
Com luz no leste e no oeste, do Sol e da Lua,
E os apartamentos mais agradáveis à mente,
Ofereceremos à Mãe, Produtora dos Conquistadores.

“Portanto, Manjusri, estes mantras de oferendas devem ser ditos:
OM GATA-DHÚPA-PÜJA-MEGHASAMUDRA-SPHARANA-SAMAYE HÜM!
(om o Incenso de todos os Tathãgatas se reune como um oceano inundante de nuvens de oferendas HUM!)
OM SARVA-TATHÁGATA -PUSPA-PUJA-MEGHA- etc.
(OM as Flores de todos os Tathãgatas...)
OM SARVA-TATHÃGATA-ÁLOKA-PÜJAMEGHA etc.
(om a luz de todos os Tathãgatas …)
OM SARVA-TATHÃGATA-GANDHA-PÚJA-MEGHA etc.
(om os Perfumes de todos os Tathagatas...)
OM SARVA-TATHÁGATA NAIVIDYA PÜJA MEGHA etc.
(om as Oferendas de alimentos de todos os Tathãgatas...)
OM SARVA-TATHÃGATA- SABDA-PÜJA-MEGHA- etc.’
(Om os Sons de todos os Tathagatas...)

Então Ele falou novamente para Manjusri, o Jovem, dizendo: “Manjusri, esta Mãe é a Mãe de todos os Buddhas dos três tempos. Portanto, Manjusri, traga em seu coração este louvor pelos Buddhas dos três tempos!”

Então o Senhor pronunciou a dharany de louvor:
“NAMAH SARVA-TATHÃGATÃNÃM. TAD YATHÃ:
OM NAMAE SÜKASÃM, NAMAH TÂRAYAI TÃRAMITÀ! "
(Homenagens a todos os Tathagatas, como se segue:
OM Homenagem a Compassiva, aos Compassivos, homenagem a Tãrã, estabelecida como Salvadora!)
[Segue-se agora o texto em sânscrito do Louvor Vinte-e-uma Homenagens. Tradução e comentários em…]
“TARA-BHAGAVATIYAM SÜTRAM SAMYAKSAMHUDDHA-BHÃSITAM
(Sütra da Senhora Tãrã, falado pelo by Buddha Completo e Perfeito)
SARVA-KARA SAMAYÃ ULAKARAYE
(Rápida como o meteoro em Seu empenho que tudo executa.)
BUDDHANI CA DHARMANI CA SAMGHANI CA TARAYE SVAHA!
(Tãrã, da natureza de Buddha, Dharma e Sangha: a Ti, SVÂHÃ!)
“Este dharani, Manjusri, é abençoado por todos os Buddhas dos três tempos. Ele louva Tara, a Mãe que produz todos os Buddhas dos três tempos, através da destruição de tudo o que é .......... (continua)

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